quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Entrevista Programa Revista BH News "O Rei Careca"





Em entrevista ao programa Revista da emissora BH News, Davi Castro e Marcelo Duque falam do espetáculo O Rei Careca em sua estreia na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança que neste ano se encontra em sua 38ª edição.

Na entrevista Davi Castro fala do projeto escola, turnê do espetáculo e passa o email oreicareca@gmail.com para possíveis contatos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Para começa bem 2012

Adoro pesquisar novos cantores. Daí um dia, fuçando a Net, me deparei com este vídeo da cantora Selah Sue.
Ela tem apenas 22 anos e tem um rítmo muito gostoso.
Já estou curtindo todas as faixas de seu novo album.
Espero que gostem e sintam-se a vontade para sair dançando por aí.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ser Árvore

Cresci ouvindo minha mãe dizer que não nasceu para ser árvore.
Cresci sem criar raízes, porque minha mãe me passava que este ato era negativo.

Depois de adulto, descobri que criar raízes é criar laços, é ter uma casa onde possamos voltar, é ter amigos. É se firmar em um emprego e se permitir mudar, mas com sabedoria. Não sair pelo mundo feito um doido desvairado, largando tudo pra trás, rompendo laços e magoando pessoas.

Cresci ouvindo "Nunca é tarde para recomeçar...", daí parei para analisar esta frase:
Só tem que recomeçar a pessoa que errou em suas escolhas. Porque se fizermos a escolha certa, dificilmente teremos que recomeçar.

Enquanto estamos jovens, somos impulsivos, atrevidos com o mundo. Isso é normal. Mas chega uma certa idade que temos que nos tornar responsáveis, não dá pra continuar brincando. É preciso planejar o futuro, firmar as raízes, começar adubar a terra e fortificar o solo.

Não dá pra chegar aos 50 anos, cheio de orgulho dizendo que saber recomeçar é uma virtude, que nasci assim e vou ser assim. É uma forma arcaica de se pensar. Permitir mudanças é saudável.

"Errar é humano, permanecer no erro é burrice."

Então é com muito orgulho que digo SOU ÁRVORE. Quero criar raízes, dar frutos e colhe-los. Experimentar as estações do ano, ter uma vida saudável e tranquila, com amigos verdadeiros. Quero construir uma vida ao lado da pessoa que amo.

Se cometer erros, lembre-se: "Os erros são para a gente aprender com eles, não para permanecermos neles."


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Entrevista ao Site Folha.com


Livro conta história real de garoto abusado sexualmente pela professora; leia entrevista

LUCIANE BRANDÃO
colaboração para a Livraria da Folha
Divulgação
Livro conta comovente história de Davi Castro abusado na infância
Livro conta comovente história de Davi Castro abusado na infância
Hoje, casos de pedofilia são cada vez mais comuns. Pais que abusam de filhas, homens que abusam de meninos, entre outros. Casos de meninos assediados por mulheres, são mais incomuns, ou pelo menos, pouco divulgados.
O produtor de teatro Davi Castro, de 28 anos, conta sem pudor que foi aliciado sexualmente aos 11 anos, por uma professora de educação física de 24 anos.
No livro "Tia Rafaela" ele narra desde quando começou o romance com sua professora até as inquietações deste relacionamento.
Pai aos 13 anos, emancipado aos 17, Davi se casou aos 19 e, cerca de um mês depois, saiu de casa para assumir-se homossexual. Desde então, afastaram-no do convívio com o filho.
O garoto tinha sido registrado pelo marido da professora, com quem ela esteve casada durante todo o tempo em que se relacionou sexualmente com Davi. Os dois, agora, são divorciados.
Atualmente, eles não têm mais nenhum tipo de contato, somente na Justiça, no processo em que Davi tenta provar ser o pai do filho de Rafaela.
No livro, Davi descreve em detalhes, as carícias, o sexo, e todo o ciúme dela pelas coleguinhas de sala dele.
Em entrevista à Livraria da Folha, Davi Castro afirma que teve seus sonhos roubados e que perdeu a inocência muito cedo.
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Léo Mesquita/.
Davi Castro revela todo o drama que sofreu na infância ao ser abusado sexualmente por sua professora
Davi Castro revela todo o drama que sofreu na infância ao ser abusado sexualmente por sua professora
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Davi, você detalha no livro todo o abuso sexual e psicológico que sofreu da "Tia Rafaela". Você acredita que ter perdido a inocência tão cedo tenha sido prejudicial?
Davi Castro: Sim. Lembro que quando perdi minha inocência passei a achar o sexo uma coisa natural. Não que ele não seja, mas quando se trata de uma criança de 11 anos descobrindo o sexo de forma incorreta, a coisa se torna mais séria. Na minha cabeça tudo girava em torno de sexo. Na adolescência, insaciavelmente folheava revistas, acessava sites pornográficos e outras coisas bem piores que relato no meu livro. Me sentia perturbado ao fazer aquilo. Me tornei um adulto sem pudores, sentava nas mesas com os amigos e logo começava com o assunto "sexo", perdi o respeito pelas pessoas. Era como se todas fossem vulgares que nem eu era. Na terapia percebi que faltava o respeito com as pessoas devido o comportamento que tive na infância e na adolescência. Isso parecia ser normal até que aceitei que estava doente e precisava de ajuda.
Na novela, o personagem Gerson, interpretado pelo ator Marcelo Antony revela ao psiquiatra todo o abuso que sofreu de uma empregada na infância. Você acredita que existe alguma omissão da sociedade sobre pedofilia feminina?
Castro: Eu acredito que a sociedade não esteja preparada para falar de pedofilia quando o autor do crime é uma mulher, aquela que passa grande parte de seu tempo com crianças e tem que dar a elas carinho. A mulher é educadora, babá, empregada doméstica e mãe. Já imaginou se o assunto ganha proporções maiores e todas as vezes que nós vermos uma mulher beijando e abraçando uma criança, acharmos que ela está abusando dela? Acho que a mídia tem é que esclarecer e não omitir os fatos. Quanto ao personagem de Marcelo Antony (Gerson), na novela eu gostaria que o assunto ganhasse uma proporção maior sem generalização ou seja, no que tange o crime de pedofilia nem sempre é o homem o criminoso e nem sempre a mulher a vítima.
João Miguel Júnior/Divulgação/TV Globo
O personagem Gerson(Marcello Antony)revela ao psiquiatra que sofreu abuso sexual na infância
O personagem Gerson(Marcello Antony)revela ao psiquiatra que sofreu abuso sexual na infância
No livro, você conta que fez 10 anos de terapia para conseguir compreender melhor todo trauma que passou. A terapia foi a sua grande aliada na recuperação?
Castro: A terapia me ajudou muito. Mas sem o apoio da minha família e do meu namorado, acredito que a recuperação teria sido mais difícil. O importante é saber que o tratamento é diário. Todos os dias eu aprendo um pouco mais sobre o respeito ao próximo.
O fato de ter sido aliciado por uma mulher, e não uma garota por um homem, levou a maioria das pessoas a achar sua história "menos grave"?
Castro: Com certeza. Infelizmente vivemos numa sociedade machista onde se acredita que quanto antes o menino der início a sua vida sexual, mais homem ele vai ser. É um pensamento totalmente ignorante. Tenho pena das pessoas que pensam assim.
Hoje, você lida tranquilamente com sua a homossexualidade? Foi difícil compreender todo turbilhão de sentimentos e desejos, depois de ter passado por abusos na infância?
Castro: Já tive problemas com minha homossexualidade. Hoje sou muito bem resolvido. No início sofri muito por causa da confusão de sentimentos e por não saber como lidar com eles. A falta de esclarecimento da sociedade é muito opressora para quem está se descobrindo homossexual. Após descobrir que eu não era uma aberração da natureza e que também não precisava de um exorcismo, senti que era hora de buscar outras estruturas. Hoje, após cinco anos trabalhando como produtor cultural, tenho meus próprios projetos e uma carreira consolidada. Quero ser reconhecido pelo meu trabalho e não pela minha orientação sexual. Ninguém chega e diz: Muito prazer sou heterossexual e jornalista. Não quero que o fato de eu ser homossexual me rotule.
Qual o seu maior objetivo com o livro?
Castro: Contar minha verdade para o meu filho. Depois quero também que meu livro sirva como uma espécie de alerta aos pais para que fiquem atentos com o que acontece com seus filhos. E claro, desejo colher bons frutos com meu livro.
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Léo Mesquita
Hoje, o mineiro Davi Castro trabalha como produtor de teatro e luta pela paternidade de seu filho
Hoje, o mineiro Davi Castro trabalha como produtor de teatro e luta pela paternidade de seu filho
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Abandono de Incapaz


Para quem não sabe o que é abandono de incapaz, abaixo uma boa explicação:
Matéria retirada do blog "Tudo Direito"

Tipificado no artigo 133do Código Penal.
- Histórico
- Pena – detenção: de 6 meses a 3 anos
- Infante
- Ação nuclear: abandonar (comportamento de desamparar, deixar só, afasta-se da pessoa que estava sob sua guarda, proteção, vigilância ou autoridade, permitindo que ela venha a correr os riscos do abandono, face à sua incapacidade de defesa)
- É uma situação de bem indisponível
- Não defende apenas crianças, mas idosos ou quaisquer pessoas que estejam desprovidas de consciência e não possam responder por seus atos ou agir sozinhas.
- Objeto: segurança
- Deve criar uma situação de perigo
- Ex: O tipo mais comum de abandono é deixar o incapaz em casa e sair para trabalhar. Entretanto, nestes casos, e dependendo das circunstâncias, pode haver a caracterização do crime de maus-tratos, previsto no artigo 136, também do Código Penal.
- Vinculação: só comete quem tem vinculação
- Dever -> decorre -> lei, contrato, fato
- Cuidado ≠ Guarda ≠ Autoridade
Cuidado: médico, enfermeira, babá, etc.
Guarda: pai, mãe, irmão, tio, tutor, etc.
Autoridade: policial, etc.
Classificação doutrinaria:
- Perigo concreto: pois o comportamento trouxe perigo para a vida ou saúde da vitima
- Crime próprio: pois o tipo penal aponta quem pode ser considerado sujeito ativo e sujeito passivo.
- Doloso
- De forma livre
- Comissivo ou omissivo impróprio
- Monossubjetivo
- Plurissubsistente
- Trausente
- Instantâneo
- É um fato temporal

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bruna Surfistinha cita livro "Tia Rafaela" em seu blog

Fiquei muito feliz com esta citação que Raquel Pacheco fez do meu livro "Tia Rafaela" em seu blog:





Obrigado Raquel Pacheco pelas palavras emocionantes.

Quem quiser ver o post na íntegra pode acessar o blog da Bruna Surfistinha.

Até Quando???????


Matéria retirada do blog Palavras de Mulher


Alimento-me de perguntas, sobrevivo do encontro de respostas. Meu trabalho consiste em estudar o Homem, pensar as sociedades, detalhar, tanto quanto possível, os seres humanos que as compõem e com elas se relacionam nas mais diversas dimensões, tais como: universo psíquico, mitos, costumes e rituais, suas histórias e peculiaridades, linguagem, valores, crenças, leis, relações de parentesco, entre outros tópicos. Sem falsa modéstia, tenho conseguido êxito em minhas pesquisas e estudos, mas diante determinados eventos produzidos pelo “Homem [?]”, confesso minha mais absoluta insuficiência  intelectual.
Certo é que vivemos tempos de completa toxicidade do espirito individual e coletivo, cuja causa central está na família e na educação. Espero que o Leitor desse artigo, não entenda tal assertiva como maniqueísmo de minha parte, mas antes reflita comigo sobre os seguintes fatos:- a família está  em desconstrução, a tradição esquecida,, a cultura banalizou-se, a arte é fútil, paradoxal ou doentia; floresce, entretanto, a vulgaridade, a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a insipiência, e o egoísmo.
Não se trata de uma batalha entre o bem e o mal, simplesmente. Trata-se, na realidade, de uma questão de morbidade moral que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo necessita, com urgência, de tratamento mental.

Nossas crianças e adolescentes são alimentados por estímulos que se aperfeiçoam em despertar a violência, a permissividade, promovendo, cada vez com maior ênfase a desagregação dos lares, a libertinagem e, não raro, a promiscuidade. Ingerimos diuturnamente, quase que exclusivamente os cadáveres já em putrefação de reputações-corruptas, de detritos dos escândalos-tutelados por garantismos: restos intestinos -cancerígenos dos atos e realizações humanas.
Apresento-lhes hoje como Focos, para esta Introdução: a Pedofilia.
Os Focos:
Advogado Sandro Fernandes é réu em processo de atentado violento ao pudor.
I.             Quem é Sandro Fernandes? Advogado do Sinserm (Sindicato dos Servidores Municipais) há 14 anos e do Sindicato dos Bancários de Bauru e região há 20 anos. Sandro foi candidato a prefeito em 2004 e a vereador em 2000 e em 2008. O advogado também é dono de um conceituado escritório de advocacia na cidade, além de já ter sido membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), subsede Bauru: é denunciado por abuso sexual, pelos 02 Filhos e Cunhada e Sobrinha.
II.                A cúmplice: Sandra Fernandes, esposa de Sandro, sabia sobre os abusos, segundo a filha do casal, mas dizia para ela “perdoar o pai para não estragar a família”.

Os Fatos:
Em depoimento, a filha de Sandro Fernandes relata que sofreu abusos sexuais dos 8 aos 16 anos. Atualmente, ela tem 18 anos. O mesmo aconteceu com a cunhada, que teria sofrido abusos quando tinha 10 anos. Hoje, ela também está com 18 anos. A terceira vítima, a sobrinha, teria sido abusada quando ia visitar os parentes em Bauru. A família dela mora em Curitiba e os abusos teriam acontecido quando ela tinha entre 9 e 10 anos. Atualmente, ela tem 13. 
Quando Sandro viajou com a esposa em férias para a Europa, no final de agosto, a filha acabou contando para uma tia que era abusada pelo pai. Essa tia, mãe da menina de 13 anos, disse ter descoberto pouco tempo depois que a filha dela e a cunhada de Sandro também sofreram abusos. As duas meninas, já maiores de idade, decidiram, então, procurar a polícia, aproveitando a ausência do advogado. 
No dia 1 de setembro foi registrado o boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, mas tudo foi mantido em sigilo. No último dia 26, as vítimas resolveram convocar a imprensa e dar detalhes dos fatos. “Ele só me apalpava quando eu estava dormindo. Senão ele só se exibia”, conta a cunhada. “Eu pensava que era só comigo”,completa. Ainda segundo os relatos, em nenhum momento houve penetração com as vítimas.

Conclusão:
A pedofilia é um ataque brutal contra incapazes de se defenderem e deve ser combatida por toda a sociedade. Reforçamos que essas situações extremas de violência são fruto do adoecimento ético e moral do Homem, da fragilidade dos instrumentos legais e da omissão dos operadores da lei.
Diante a contumácia desses abomináveis eventos, diante a ausência do amparo dos poderes vigentes, urge que nos mobilizemos enquanto sociedade, como único recurso para exterminar barbarismos de tal monta.
Analisar esse ato: um Pai, com a conivência da Mãe, que abusa sexualmente de seus Filhos e consanguíneos, foge da minha capacidade de entendimento, mas não de minha mais veemente repulsa e indignação. Nasce desse repúdio a pergunta que não cala : Seriam Humanos?
Respondo: são abutres, são bestas-feras, são monstros!
Comprovadas as denúncias, que sejam julgados, condenados e qualificados como  Autores  de crime hediondo.