segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Concursos abrem espaço e premiam fotógrafos

A Fundação Nacional de Artes – Funarte recebe, até o dia primeiro de outubro, inscrições para o XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia. A premiação é destinada à realização de projetos inéditos de criação, documentação e produção de reflexão crítica sobre fotografia. Serão selecionados quinze projetos em cada módulo do edital – livre criação fotográfica, documentação fotográfica do Brasil e produção de reflexão crítica sobre fotografia –, que receberão prêmios de 50 mil reais.

Podem concorrer pessoas físicas e pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, atuantes na área das Artes Visuais, de todo o Brasil. As inscrições poderão ser feitas por meio de formulário disponível no site da Funarte, que deverá ser enviado por correio.

Os projetos habilitados serão analisados de acordo com os critérios: excelência do projeto; capacidade de execução de acordo com o cronograma apresentado; contribuição para a consolidação ou expansão do campo da fotografia; argumentação na construção do conteúdo; e alcance e eficácia do projeto para a democratização do acesso a seus resultados.

Já em são Paulo, o Museu da Imagem e do Som – MIS recebe, até o dia 12 de setembro, inscrições para o projeto Nova Fotografia 2013, programa que selecionará seis trabalhos fotográficos de novos artistas para expô-los, ao longo de 2013, em espaço fixo no museu.

Para participar, é preciso residir no estado de São Paulo, ser fotógrafo profissional, apresentar trabalhos inéditos e não ter participado em exposições – coletivas ou individuais – no Brasil ou no exterior antes de 2005. O tema dos trabalhos é livre e cada fotógrafo poderá inscrever até dois projetos mediante envio da ficha de inscrição, ficha técnica e DVD contendo as fotografias em formato JPG com resolução mínima de 300 dpi para o MIS.

Promovido pela Aliança Francesa do Brasil e pela Câmara de Comércio França-Brasil, o Prix Photo Web recebe inscrições até o dia 30 de setembro. O concurso premiará três fotógrafos: dois eleitos pelo júri oficial e o terceiro escolhido por júri popular. Os prêmios são de R$ 10 mil para cada fotógrafo vencedor.

O tema desta que é a terceira edição do prêmio é a juventude, brasileira ou francesa, e o olhar sobre os dois países para além dos cartões postais. O concurso pretende, assim, estimular a expressão por meio da fotografia e, por meio de imagens, capturar olhar crítico e contemporâneo das culturas francesa e brasileira e promover o intercâmbio entre elas.

*Blog acesso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Carl Sagan - O Pálido Ponto Azul

Nosso Planeta é um pontinho solitário na grande e envolvente escuridão Cósmica.Em nossa obscuridade em toda essa imensidão não há indício de que a ajuda virá de algum outro lugar para salvarmos de nós mesmos.Goste disso ou não,neste momento a Terra é onde estamos estabelecidos.Tem sido dito que a astronomia é uma experiência de humildade e formação de caráter.Talvez não haja melhor demonstração de tolice das vaidades humanas do que essa imagem distante do nossso pequeno mundo.Ela enfatiza a nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros,de preservar, de estimar o único lar que nós conhecemos : "O PÁLIDO PONTO AZUL"(Carl Sagan)







quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Big Bang

Sempre fui apaixonado pelo Universo. Tenho curiosidade em saber como chegamos aqui e como tudo aconteceu. Acredito que, assim como eu, muitos de vocês também têm esta curiosidade e, deixando de lado o livro de Genesis, aqui neste post, podemos encontrar respostas bem mais convincentes.
Assim como nascemos, o Universo também morrerá um dia como todos nós.
Dispenso palavras, pois os vídeos abaixo são bem completos.
























terça-feira, 14 de agosto de 2012

Domingão do Faustão está selecionando novos talentos do humor e os testes serão feitos aqui na Globo Minas.


Se você é humorista, conta uma boa piada ou faz alguma imitação, não perca tempo. 
E se você mora aqui em Belo Horizonte, melhor ainda porque os testes serão feitos no dia 16 de agosto, de 10h ás 19h na Globo Minas que fica na Av. Américo Vespúcio - 2045, no bairro Caiçaras.
Eu sei que as informações aqui são poucas, minha intenção aqui é só comunicar o novo concurso do Fautão e se você ficou com dúvidas ou quer obter maiores informações é só ligar (31) 3469-4600 ou (31) 3469-4709. 
Boa sorte e nunca desista de seus sonhos!

sábado, 11 de agosto de 2012

I'm Like a Bird


Sou Como Um Pássaro
Você é bonito, com certeza
Você nunca vai murchar
Você é adorável, mas não é certo
Que eu nunca vá mudar
E ainda que meu amor seja raro
Ainda que meu amor seja verdadeiro

Sou como um pássaro eu apenas voarei por aí
Não sei onde está minha alma, não sei onde está meu lar
só quero que saiba que, sou como um pássaro eu apenas voarei por aí
Não sei onde está minha alma, Não sei onde está meu lar

Sua confiança em mim me faz chorar, mesmo depois de tantos anos
me dói muito dizer que você não me conhece tanto assim
E ainda que meu amor seja raro ainda que meu amor seja verdadeiro

Não é que queira dizer adeus
É só que quando você tenta me dizer que me ama
A cada e todo dia eu sei que no final vou ter que trair você
E ainda que meu amor seja raro, e ainda que meu amor seja verdadeiro
Ei, só estou com medo
De nós não darmos certo

Sou como um pássaro eu apenas voarei por aí...

sábado, 28 de julho de 2012

Prólogo - Livro Tia Rafaela - Ed. Pandabooks

Nota preliminar

Pedofilia. P-e-d-o-f-i-l-i-a. PEDOFILIA.

Não gosto nem de sentir esta palavra passeando pelos meus lábios. Como pode existir
algo assim? – invariavelmente me pergunto. E de tanto me perguntar, concluo que o problema não é a palavra, mas tudo o que ela representa a mim.

Quando se fala em pedofilia, é comum imaginarmos sites pornográficos que exploram fotos infantis, casos absurdos de padres que abusam sexualmente de crianças, histórias de pais que molestam suas filhas. Em geral, o homem está no papel do doente, do criminoso.

O meu livro trata de um caso de pedofilia protagonizado por uma mulher.

Atualmente, a pedofilia é definida como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual.
É caracterizada pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. Não é preciso, portanto, que ocorra relação sexual para haver pedofilia – o simples desejo já caracterizaria a doença.

Em 1996, um caso chocou a população da cidade de Belo Horizonte (MG). O cenário: uma pequena escola situada no bairro de Santa Tereza, na Rua Pouso Alegre. Os personagens: uma professora de educação física de 26 anos; e um menino, seu aluno, de 13 anos. O fato: ela era acusada de abusar sexualmente dele há pelo menos dois anos, conforme reportagem estampada na capa do jornal Hoje em Dia. Reportagem, aliás, que ia além. Não se limitava a alegar que a professora mantinha relações sexuais com o menino; afirmava que ela havia acabado de dar à luz um filho, supostamente do garoto.

Onde estavam a mãe e o pai deste menino? Sua família não percebeu o que acontecia em sua vida? Até que ponto um pedófilo é capaz de influenciar as decisões de uma criança? Um menino de 11 anos tem consciência de seus próprios desejos? Sabe medir as consequências?
Enfim, são inúmeras as perguntas que me fiz. Depois de ter vivido oito anos com a minha
professora de educação física.

Prólogo

“O Requerente e a Requerida se relacionaram sexualmente desde junho do ano de 1994, quando o Requerente contava apenas com 11 anos de idade e a Requerida com 24. Relação esta, fonte de grande polêmica na época e até hoje.
Em 22/12/1995, nasceu um bebê, fruto da relação entre o Requerente e a Requerida.

Na época a Requerida registrou, como sendo pai da criança, o ora ex-marido dela, dando a ele o  
o brenome do mesmo, pois na data do nascimento o Requerente contava com apenas 13 anos de idade. Se tivesse sido registrado em nome do Requerente estaria patente e provado, a ocorrência do crime de pedofilia e abuso sexual de menor.” (...)

Minha mãe se separou do meu pai quando eu contava 5 anos de idade. Fomos morar em Itaoca, praia de Itapemirim (ES), onde vivemos durante cinco anos. Quando retornamos para Belo Horizonte, voltei a ter contato com meu pai -– mas, admito, eu o sentia como se fosse um estranho, distante. Havia me acostumado a ter somente minha mãe e minha irmã ao lado.

Lembro-me com detalhes do meu décimo aniversário, em 1992. Minha mãe organizou uma festa-surpresa. O dia 15 de setembro cairia na terça-feira, mas ela resolveu antecipar a comemoração para sexta. Voltava da escola com alguns amigos, brincando de pega-pega. Ao chegarmos em casa, não acreditei no que via:

- Parabéns pra você, nesta data querida...

- Mãe, meu aniversário nem é hoje!

- Surpresa!

E seus olhos brilhavam bonitos de tanta felicidade. Mostrou-me tudo: brigadeiro, cajuzinhos, gelatina... O bolo, então, de dar água na boca, com cobertura de chocolate e jujubas. E lá estavam minha avó,  minha irmã, meus tios e primos. A festa ficou completa com a chegada de meus amigos da escola.

Lembro-me da lua iluminando o quintal, do céu estrelado, do barulho da brasa da churrasqueira fazendo um fundinho para a música da festa, o cheiro da carne no ponto.
Lembro-me que quando corria, brincando com os amigos, fui agarrado pela minha avó, que queria me dar um beijo. Seu perfume era inesquecível. Tinha cheiro de rosas frescas, daquelas que acabaram de chegar à floricultura, ainda úmidas pelo sereno. Um abraço gostoso, aconchegante. Queria que todas aquelas sensações nunca tivessem acabado. Mesmo com pouco dinheiro, minha mãe me fez muito feliz.

Na hora de apagar as velinhas, assoprei-as junto com minha mãe e minha irmã. Cortei o bolo fazendo apenas um desejo, sincero como só uma criança consegue: que o tempo parasse naquele instante de tanta alegria. Para que eu, minha irmã e minha mãe jamais nos separássemos.