quinta-feira, 23 de outubro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013 “Ano Ímpar”.
2013, “Ano Ímpar”.
Posso dizer que definitivamente 2013 foi um ano ímpar pra
mim. Resolvi depois de muitos meses sem postar nada aqui no meu blog,
compartilhar com alguns de vocês sobre este ano que agora posso dizer que veio
para transformar. Ele se dividiu em 4Trimestres.
O Primeiro Trimestre,
Campanha de teatro, muito trabalho e tudo parecia ir
maravilhosamente bem. Foram os três primeiros meses mais corridos que já tinha
vivido. O espetáculo estava indo muito bem, projetos realizados, editais ganhos
e muita satisfação profissional. Já o
coração, se preparava para seguir jornada sozinho.
O Segundo Trimestre,
Tive que aprender da forma mais agressiva a superar a dor de
uma ausência, na qual nem se vivendo uma vida inteira vou conseguir tê-la
comigo novamente. Sabe quando o mundo começa a desmoronar na sua cabeça? Foi
esta mesma sensação que tive. Mas esta fase também foi de realizar sonhos.
Mesmo que muito rápido, aproveitamos o pouco tempo que tínhamos. Aprendi muito
com quem se foi e a vida me passou a me ensinar algo novo que junto daqueles
que acabavam de chegar.
O Terceiro Trimestre,
Este foi sem dúvida o Trimestre mais impar que já vivi em
toda a minha vida. Ano de 2013, terceiro trimestre, meu aniversário de 31 anos,
que caiu num domingo, 1º dia da semana. Neste trimestre o 3 passou a fazer
parte da minha vida por quase todos os dias. Mês em vivi experiências nunca
vividas na minha vida, como por exemplo, “uma Síndrome do Pânico” que
sutilmente resolveu dar o ar da graça no meu cotidiano. As vezes uma
depressãozinha de leve. Vivi o pior terror da minha vida, mas também aprendi a
domar meus demônios e consegui acalmar meus fantasmas. Foi um trimestre de muito amadurecimento, no
qual, passaria tudo novamente. Só para ser o Davi que sou hoje. Conhecer a sí
próprio é sem dúvida a maneira mais sábia de levar a vida. Porque você sabe o
que pode se permitir e o que não se deve permitir. Você aprende a lidar com
seus limites, se torna seu domador. E aí quando o Leão tenta sair da jaula sem
autorização, você o olha no fundo dos olhos e diz: Volta! E ele te obedece.
Finalizo este trimestre com um novo caminho, subindo e descendo a Timbiras uma vez por semana. “Análise Semanal”
Finalizo este trimestre com um novo caminho, subindo e descendo a Timbiras uma vez por semana. “Análise Semanal”
O Quarto e Ultimo Trimestre,
Este foi que nem a “Retrospectiva da Globo”. Mas antes quero
agradecer ao meu analista, que tem me ouvido todas estas semanas e se não fosse
ele, nem sei se teria aguentado sobreviver ao ano de 2013.
O 3 por fim se foi. Virou passado. Agora vou em busca do meu
ano “PAR”.
Hoje, depois de ter vivido um ano tão ímpar, posso dizer que vou levar comigo uma grande bagagem;
Hoje, depois de ter vivido um ano tão ímpar, posso dizer que vou levar comigo uma grande bagagem;
Neste ano aprendi que sou bastante explosivo, mas que com um
pouquinho de sabedoria e paciência dá pra alcançar a calma, dá pra ouvir, analisar
e conversar.
Aprendi a ouvir sons que lapidam a nossa alma, resgata em nós a capacidade de conseguir enxergar a essência nas pequenas coisas, e nos menores gestos humano.
Mesmo tendo dado um tempo no meu inglês, my American Friend, diz que entende tudo que eu falo e que meu inglês está cada dia melhor. My Friend, conhecer-te foi sem dúvida um presente para mim, neste anos de 2013.
Ah! Também aprendi a confiar mais na minha intuição, ela erra, mas acerta algumas vezes. RS
Aprendi a ouvir sons que lapidam a nossa alma, resgata em nós a capacidade de conseguir enxergar a essência nas pequenas coisas, e nos menores gestos humano.
Mesmo tendo dado um tempo no meu inglês, my American Friend, diz que entende tudo que eu falo e que meu inglês está cada dia melhor. My Friend, conhecer-te foi sem dúvida um presente para mim, neste anos de 2013.
Ah! Também aprendi a confiar mais na minha intuição, ela erra, mas acerta algumas vezes. RS
Meu coração voltou a bater, depois de 12 anos reencontrei o
passado e até consegui fazer uns novos ajustes. Descobri que talvez eu cometa
os mesmos erros, talvez algumas coisas em mim nem mude, posso até quem sabe,
conseguir enxergar o mundo de uma outra forma com um outro ponto de vista, quem
sabe. Mas o que vale mesmo a pena é parar de me culpar, de me cobrar, de achar
que tudo aquilo que eu faço está errado, ou que o outro vai me apontar o dedo de
dizer: Olha o que você fez!
Então parei! Parei de me cobrar, de me punir...etc e tal. Tornei mais leve a minha vida. Porque como diz o livro da Leila Ferreira: “Viver não Dói. O que Dói é a Vida que Não se Vive”.
E quero tomar como meta para 2014, deixar de viver em função da aprovação alheia. Escapar mais das Redes Sociais. Aproveitar melhor os momentos reais ao lado de pessoas reais, amigos reais, amores reais.
Quero viver dias como vivi no último dia 10/12, podendo até dizer que foi o dia mais lindo que vivi nos meus trinta e um anos de vida.
Enfim; este foi o meu ano de 2013.
Quero só lembrar que joguei muitas sementinhas nesta terra boa, e tenho a certeza que há de germinar algumas delas.
Então parei! Parei de me cobrar, de me punir...etc e tal. Tornei mais leve a minha vida. Porque como diz o livro da Leila Ferreira: “Viver não Dói. O que Dói é a Vida que Não se Vive”.
E quero tomar como meta para 2014, deixar de viver em função da aprovação alheia. Escapar mais das Redes Sociais. Aproveitar melhor os momentos reais ao lado de pessoas reais, amigos reais, amores reais.
Quero viver dias como vivi no último dia 10/12, podendo até dizer que foi o dia mais lindo que vivi nos meus trinta e um anos de vida.
Enfim; este foi o meu ano de 2013.
Quero só lembrar que joguei muitas sementinhas nesta terra boa, e tenho a certeza que há de germinar algumas delas.
Que venha 2014!!!!!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Apresentações do espetáculo Infantil O Rei Careca em Outubro Para Escolas
"O Rei Careca" é um espetáculo infanto-juvenil que
agrada todas as crianças. Com texto de Ângelo Machado, direção do ator e
humorista Carlos Nunes e produção de Davi Castro, o espetáculo narra com
muito bom humor a queda dos fios de cabelo do rei Baldônio II. Frustrado por
acreditar ser o único rei careca em todo o mundo, recorre à ajuda de uma
turma que tenta a todo custo lhe fazer nascer cabelos, criando assim
situações que levam a plateia à gargalhadas. Mas tudo muda quando o rei
conhece a linda princesa Margarida, que lhe ensina que sua nobreza está em seu
coração valente, gentil e caridoso. O espetáculo foi indicado em 11
categorias para o prêmio USIMINAS-SINPARC 2012 e foi vencedor do prêmio de
melhor atriz coadjuvante. Até então é o espetáculo teatral mais bem
avaliado pela revista VejaBH, recebendo 4 estrelas. Em
cena, os atores Suellen Ogando, Barbara Nunes, Gustavo Campos, Bernardo Rocha e
Fernando Veríssimo, sob o olhar atento e experiente de Carlos Nunes, fazem as
crianças se divertirem com as tentativas desse rei de esconder sua careca.
Entre em contato agora com a produção e reserve uma data para sua escola.
Maiores informações pelo email: oreicareca@gmail.com
Maiores informações pelo email: oreicareca@gmail.com
terça-feira, 30 de julho de 2013
Como Vender o Seu Roteiro em Hollywood?
Crowdfunding hoje é um caminho real para a produção de filmes no mundo. Já é realidade. É uma ferramenta muito útil principalmente àqueles que estão começando. Mas tem gente que quer saber um pouco mais sobre o caminho para ter roteiros produzidos em Hollywood.
Bom… Não se trata de um caminho dos mais fáceis. É um circuito fechado, que depende de muito mais que talento. É preciso de um pouco de determinação, paciência, contatos, algum dinheiro e, inevitavelmente, sorte. Vender roteiros sendo um escritor desconhecido é uma dificuldade que os próprios roteiristas americanos enfrentam. Afinal de contas, não é todo dia que a história de “Gênio Indomável” escrita por Matt Damon e Ben Affleck se repete.
Irei falar aqui sobre possíveis caminhos que nós brasileiros podemos seguir. Não me arrisco a dizer que são os “caminhos do sucesso” como muita gente gosta de dizer, pois o sucesso vai depender, como disse anteriormente, de vários fatores. Mas são steps que podem te levar a conseguir chegar lá.
Vou considerar, antes de mais nada que você tem algum talento e tem algum conhecimento sobre a arte de escrever roteiros. Se não é o caso e você não faz ideia de como escrever um roteiro, recomendo que faça cursos livres na área (temos boas opções no Brasil), leia livros sobre o tema e roteiros de filmes já produzidos (tem vários no site www.roteirodecinema.com.br).
Leandro Saraiva e Newton Cannito disponibilizaram recentemente uma versão em pdf gratuita do livro “Manuel O primo pobre dos manuais de cinema e Tv”. Vamos dizer então que você tem um roteiro escrito, reescrito algumas vezes, revisado e formatado, que acredita que tenha um bom potencial para ser produzido em Hollywood. Ótimo!
Vejamos o passo-a-passo:
1) A primeira coisa a ser feita é registrar o seu roteiro. No Brasil, isso é feito através do Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, 16 – 12º andar - Castelo – Rio de Janeiro/RJ).
2) O seu roteiro deve estar na formatação adotada pelos estúdios americanos e, obviamente, escrito em inglês. Se tem dúvidas quanto à formatação, o livro Como Formatar o Seu Roteiro, da Editora Aeroplano, de Hugo Moss será muito útil. Moss, que é inglês, mas vive no Brasil há vários anos também traduz roteiros do português para o inglês, fazendo as adaptações necessárias.
Ele também dá aulas e faz consultorias nesta área de roteiros. Vale a pena entrar no site dele e conhecer um pouco melhor o seu trabalho. É bom reforçar que, mesmo que você fale inglês com bastante fluência, é importante buscar o serviço de script doctoring. Inclusive, até mesmo os americanos correm este risco e mandam seus roteiros para a análise desse tipo de especialistas, no intuito de acertar ao máximo seus trabalhos.
3) Registre também seu seu roteiro no Writer’s Guild of America (West na Califórnia ou East em Nova Iorque). A taxa cobrada é de 20 dólares para não membros e o registro vale para 5 anos. Depois de 5 anos é preciso pagar novamente a taxa, caso você queira renová-lo. Veja mais informações no site do WGA – West.
4) Nos EUA, os roteiristas costumam vender seus roteiros através de agentes. Participar de concursos é uma boa porta de entrada para a indústria. Os vencedores podem conseguir vender seus roteiros ou arranjar um bom agente. Abaixo, seguem alguns sites (em inglês) com listas dos melhores concursos de roteiro dos EUA:
The Five Best Screenplay Competitions
Best Screenplay Contests to Enter
Top 8 Screenplay Contests of 2009 and the Scams
Muitos concursos limitam a sua participação somente a americanos, portanto dê uma olhada nos requisitos e tente participar de concursos internacionais. A grande maioria restringe que os candidatos sejam amadores, ou seja, não tenham nenhum roteiro de longa metragem produzido pela indústria.
5) Caso você seja um roteirista profissional e/ou não tenha interesse em participar desse tipo de concurso, o William C. Martell tem uma dica valiosa e muito interessante para vender roteiros. Trata-se de seguir o seguinte processo:
”Faça uma lista dos filmes que você tenha gostado e que tenham o mesmo gênero, tema e estilo do seu roteiro. Descubra quem foram os produtores destes longa metragens”. Você pode dar uma olhada no verso da caixa do DVD ou buscar no site IMDB.
6) “Procure os endereços de contatos desses profissionais no livro Hollywood Creative Directory, que é atualizado anualmente”. Você pode comprá-lo pela Amazon.
7) ”Envie uma cópia de seu roteiro para cada produtor, junto com uma carta de apresentação (em inglês, claro). Não esqueça de colocar o seu e-mail de contato (e seu número de telefone, se conseguir conversar fluentemente em inglês)”.
Uma questão importante é ter os pés no chão neste momento. Não envie seu roteiro para grandes produtores ou donos de grandes estúdios, a não ser que você tenha uma excelente referência ou indicação. Estes produtores recebem tantos roteiros, que a grande maioria nunca vai ser lida, vai para a pilha de roteiros ou imediatamente para o lixo. É uma triste realidade, mas enfim, existem os produtores desconhecidos que sempre estão à procura de boas histórias para filmar ou investir dinheiro.
Com eles, suas chances são bem maiores. Se eles já produziram algo na mesma linha da sua história então, suas chances podem ser ainda maiores. Claro que vai depender um pouco de sorte, do que eles estão interessados em filmar no momento, da identificação deles com seu trabalho, de estarem de bom humor no dia que lerem a sinopse etc.
Você vai ter uma despesa razoável com as postagens, ainda mais se você estiver enviando seu roteiro do Brasil, então não adianta mandar para todos os produtores de uma vez só (além do mais, você ficaria louco esperando uma resposta). O interessante é você ir enviando aos poucos. O mais difícil nesse método é a disciplina. É preciso de comprometimento a enviar, por exemplo, um roteiro por semana ou dois roteiros por mês. Assim, se você receber uma resposta antes, ótimo. Se não, continue mandando com calma. Desta forma, você divide em parcelas seus gastos com os Correios e as suas expectativas.
Acho que eu não preciso dizer que nesse tempo de espera é imprescindível que você continue escrevendo, certo? Continue tendo ideias, anotando story lines, trabalhando em novos argumentos ou um novo roteiro. E por mais que você seja apaixonado pelo seu roteiro, uma coisa essencial nesse meio é não se apegar demais ao seu trabalho. Mesmo que você tenha escrito algo fantástico, com certeza, sua obra irá passar por inúmeras alterações durante o processo. Se você receber alguma oferta para vender o primeiro trabalho, excelente, comemore! Se não, não desista, continue tentando. Repita todos os passos anteriores com os novos roteiros. Não! Definitivamente, não é fácil, mas isso eu já tinha avisado lá no começo, certo? E é isso! Boa sorte! Se você conseguir, apareça para compartilhar a boa notícia.
*Publicado originalmente no Blog Cineasta
Bom… Não se trata de um caminho dos mais fáceis. É um circuito fechado, que depende de muito mais que talento. É preciso de um pouco de determinação, paciência, contatos, algum dinheiro e, inevitavelmente, sorte. Vender roteiros sendo um escritor desconhecido é uma dificuldade que os próprios roteiristas americanos enfrentam. Afinal de contas, não é todo dia que a história de “Gênio Indomável” escrita por Matt Damon e Ben Affleck se repete.
Irei falar aqui sobre possíveis caminhos que nós brasileiros podemos seguir. Não me arrisco a dizer que são os “caminhos do sucesso” como muita gente gosta de dizer, pois o sucesso vai depender, como disse anteriormente, de vários fatores. Mas são steps que podem te levar a conseguir chegar lá.
Vou considerar, antes de mais nada que você tem algum talento e tem algum conhecimento sobre a arte de escrever roteiros. Se não é o caso e você não faz ideia de como escrever um roteiro, recomendo que faça cursos livres na área (temos boas opções no Brasil), leia livros sobre o tema e roteiros de filmes já produzidos (tem vários no site www.roteirodecinema.com.br).
Leandro Saraiva e Newton Cannito disponibilizaram recentemente uma versão em pdf gratuita do livro “Manuel O primo pobre dos manuais de cinema e Tv”. Vamos dizer então que você tem um roteiro escrito, reescrito algumas vezes, revisado e formatado, que acredita que tenha um bom potencial para ser produzido em Hollywood. Ótimo!
Vejamos o passo-a-passo:
1) A primeira coisa a ser feita é registrar o seu roteiro. No Brasil, isso é feito através do Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, 16 – 12º andar - Castelo – Rio de Janeiro/RJ).
2) O seu roteiro deve estar na formatação adotada pelos estúdios americanos e, obviamente, escrito em inglês. Se tem dúvidas quanto à formatação, o livro Como Formatar o Seu Roteiro, da Editora Aeroplano, de Hugo Moss será muito útil. Moss, que é inglês, mas vive no Brasil há vários anos também traduz roteiros do português para o inglês, fazendo as adaptações necessárias.
Ele também dá aulas e faz consultorias nesta área de roteiros. Vale a pena entrar no site dele e conhecer um pouco melhor o seu trabalho. É bom reforçar que, mesmo que você fale inglês com bastante fluência, é importante buscar o serviço de script doctoring. Inclusive, até mesmo os americanos correm este risco e mandam seus roteiros para a análise desse tipo de especialistas, no intuito de acertar ao máximo seus trabalhos.
3) Registre também seu seu roteiro no Writer’s Guild of America (West na Califórnia ou East em Nova Iorque). A taxa cobrada é de 20 dólares para não membros e o registro vale para 5 anos. Depois de 5 anos é preciso pagar novamente a taxa, caso você queira renová-lo. Veja mais informações no site do WGA – West.
4) Nos EUA, os roteiristas costumam vender seus roteiros através de agentes. Participar de concursos é uma boa porta de entrada para a indústria. Os vencedores podem conseguir vender seus roteiros ou arranjar um bom agente. Abaixo, seguem alguns sites (em inglês) com listas dos melhores concursos de roteiro dos EUA:
The Five Best Screenplay Competitions
Best Screenplay Contests to Enter
Top 8 Screenplay Contests of 2009 and the Scams
Muitos concursos limitam a sua participação somente a americanos, portanto dê uma olhada nos requisitos e tente participar de concursos internacionais. A grande maioria restringe que os candidatos sejam amadores, ou seja, não tenham nenhum roteiro de longa metragem produzido pela indústria.
5) Caso você seja um roteirista profissional e/ou não tenha interesse em participar desse tipo de concurso, o William C. Martell tem uma dica valiosa e muito interessante para vender roteiros. Trata-se de seguir o seguinte processo:
”Faça uma lista dos filmes que você tenha gostado e que tenham o mesmo gênero, tema e estilo do seu roteiro. Descubra quem foram os produtores destes longa metragens”. Você pode dar uma olhada no verso da caixa do DVD ou buscar no site IMDB.
6) “Procure os endereços de contatos desses profissionais no livro Hollywood Creative Directory, que é atualizado anualmente”. Você pode comprá-lo pela Amazon.
7) ”Envie uma cópia de seu roteiro para cada produtor, junto com uma carta de apresentação (em inglês, claro). Não esqueça de colocar o seu e-mail de contato (e seu número de telefone, se conseguir conversar fluentemente em inglês)”.
Uma questão importante é ter os pés no chão neste momento. Não envie seu roteiro para grandes produtores ou donos de grandes estúdios, a não ser que você tenha uma excelente referência ou indicação. Estes produtores recebem tantos roteiros, que a grande maioria nunca vai ser lida, vai para a pilha de roteiros ou imediatamente para o lixo. É uma triste realidade, mas enfim, existem os produtores desconhecidos que sempre estão à procura de boas histórias para filmar ou investir dinheiro.
Com eles, suas chances são bem maiores. Se eles já produziram algo na mesma linha da sua história então, suas chances podem ser ainda maiores. Claro que vai depender um pouco de sorte, do que eles estão interessados em filmar no momento, da identificação deles com seu trabalho, de estarem de bom humor no dia que lerem a sinopse etc.
Você vai ter uma despesa razoável com as postagens, ainda mais se você estiver enviando seu roteiro do Brasil, então não adianta mandar para todos os produtores de uma vez só (além do mais, você ficaria louco esperando uma resposta). O interessante é você ir enviando aos poucos. O mais difícil nesse método é a disciplina. É preciso de comprometimento a enviar, por exemplo, um roteiro por semana ou dois roteiros por mês. Assim, se você receber uma resposta antes, ótimo. Se não, continue mandando com calma. Desta forma, você divide em parcelas seus gastos com os Correios e as suas expectativas.
Acho que eu não preciso dizer que nesse tempo de espera é imprescindível que você continue escrevendo, certo? Continue tendo ideias, anotando story lines, trabalhando em novos argumentos ou um novo roteiro. E por mais que você seja apaixonado pelo seu roteiro, uma coisa essencial nesse meio é não se apegar demais ao seu trabalho. Mesmo que você tenha escrito algo fantástico, com certeza, sua obra irá passar por inúmeras alterações durante o processo. Se você receber alguma oferta para vender o primeiro trabalho, excelente, comemore! Se não, não desista, continue tentando. Repita todos os passos anteriores com os novos roteiros. Não! Definitivamente, não é fácil, mas isso eu já tinha avisado lá no começo, certo? E é isso! Boa sorte! Se você conseguir, apareça para compartilhar a boa notícia.
*Publicado originalmente no Blog Cineasta
Inscrições Abertas Para 8ª Edição Do Enecult
Estão abertas até o dia 10 de agosto as inscrições para o Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Enecult, que acontece de 11 a 13 de setembro, em Salvador (BA).
Realizado há 8 anos, o evento promove palestras, mesas redondas e interlocução entre pesquisadores, professores, estudantes universitários e profissionais da cultura.
O Enecult é promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – CULT em parceria com o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade – Pós-Cultura, o Instituto de Humanidades, Artes & Ciências Professor Milton Santos – IHAC, a Faculdade de Comunicação – Facom e a Universidade Federal da Bahia – UFBA.
Confira a programação completa e mais informações no site www.cult.ufba.br/enecult.
*Com informações do Blog Acesso
Edital de Festivais e Eventos: Prazo de Inscrições é Prorrogado
Projetos de eventos contemplados receberão recursos de R$ 100 mil a R$ 200 mil.
A Fundação Nacional de Artes – Funarte prorrogou o prazo de inscrições no Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais, até o dia 2 de agosto de 2013, sexta-feira. A prorrogação foi motivada por falha técnica no Portal da Funarte, que ficou inacessível por três dias.
Os demais itens do edital permanecem inalterados.
Foram publicadas erratas do edital – reproduzidas a seguir. Atenção para as mudanças:
ERRATA 3 [19 de julho de 2013, sexta-feira]
No item 6.10, Parágrafo Único, item 3, do Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais:
Onde se lê: “Documento comprobatório da realização de pelo menos 03 (três) edições consecutivas do projeto”
Leia-se: “Documento comprobatório da realização de pelo menos 05 (cinco) edições consecutivas do projeto”
Acesse aqui o edital, com todas as correções
Acesse aqui a página do edital, na qual estão as fichas de inscrição – na coluna “Arquivos relacionados”
Atenção: esta correção não afeta as alterações produzidas pela Errata 2, publicada no dia 17 de julho, reproduzida abaixo:
______________________
ERRATA 2 [17 de julho de 2013 - terça feira]
O texto deste edital, publicado na segunda-feira, dia 15 de julho, apresenta erro, no seu preâmbulo, quando trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias, e no item 4.1, subitem b – que trata de pré-requisito de participação de pessoa jurídica de direito privado, a saber:
Onde se lê:
“(…) art. 20º, inciso XIII da Lei nº 12.465/2011 – LDO/2012 (…)”,
Leia-se:
“(…) art. 18º, inciso XIII e parágrafo 5º da Lei nº 12.708/2012 – LDO/2013 (…)”
Onde se lê:
“b) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza cultural, com pelo menos 5 (cinco) anos de atividades referentes à matéria objeto da parceria e 3 (três) anos de realização consecutiva do objeto conveniado.”,
Leia-se:
“b) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza cultural, que comprovem o exercício, nos últimos 3 (três) anos, de atividades referentes à matéria objeto da parceria. (parágrafo 6º, do art. 8º, da Portaria Interministerial MPOG/SRH e MPOG/SOF nº507 de 24/11/2011)
PARÁGRAFO ÚNICO: Apenas no caso de proponente pessoa jurídica de direito privado, exige-se ainda a comprovação de que o objeto a ser conveniado – encontro, seminário, mostra, feira ou festival – tenha, no mínimo, 5 (cinco) anos de realização ininterrupta, independentemente de quem tenha realizado as edições anteriores. (parágrafo 5º, art. 18º da Lei 12.708/2012 – LDO 2013)”
O texto desta Errata 2 altera o conteúdo da Errata anterior, publicada no dia 16 de julho, terça-feira – tornada sem efeito e já removida.
______________________
Até o dia 30 de julho, pessoas jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, privadas ou públicas, podem se inscrever gratuitamente no Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais. Os contemplados receberão recursos de R$ 100 mil a R$ 200 mil para realizar projetos para eventos, em todo o território nacional, nas áreas de circo, dança, teatro e música. A portaria de chamamento público para o edital foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 15 de julho, segunda-feira.
Podem participar da seleção entes federados, municipais e estaduais, e instituições privadas, sem fins lucrativos, de todo o Brasil, desde que satisfaçam os pré-requisitos estabelecidos no edital.
Estão previstos no programa recursos para 44 ações, a serem realizadas entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Serão contempladas 24 propostas para as linguagens de dança e teatro, com um total de R$ 4 milhões em prêmios direcionados a esses segmentos. Já na área de música, 20 projetos serão vencedores, com premiação total de R$ 3 milhões. Esta verba é originária do Fundo Nacional de Cultura – Ministério da Cultura. Serão ainda empregados mais R$ 350 mil, do orçamento da Funarte para as despesas administrativas – conforme detalhado no edital.
O processo seletivo consiste em duas etapas: Habilitação – uma triagem eliminatória, para verificar se os proponentes cumprem as exigências previstas no edital – e Avaliação, a ser realizada por comissões de especialistas nas diversas áreas. Para mais informações sobre as etapas do processo seletivo, sobre as comissões de habilitação e seleção, bem como sobre os Critérios de Avaliação, consulte o edital.
Atenção
Conforme determinado no edital, os selecionados deverão estar cadastrados no Portal de Convênios – SICONV do Governo Federal – www.convenios.gov.br. Eles terão até dez dias úteis, contados da data de publicação do resultado final, para realizar o cadastro do plano de trabalho do projeto. Caso não o façam, serão desclassificados. Para mais detalhes, verifique o texto do edital.
Acesse os documentos relacionados ao Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais, na página do edital
A Fundação Nacional de Artes – Funarte prorrogou o prazo de inscrições no Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais, até o dia 2 de agosto de 2013, sexta-feira. A prorrogação foi motivada por falha técnica no Portal da Funarte, que ficou inacessível por três dias.
Os demais itens do edital permanecem inalterados.
Foram publicadas erratas do edital – reproduzidas a seguir. Atenção para as mudanças:
ERRATA 3 [19 de julho de 2013, sexta-feira]
No item 6.10, Parágrafo Único, item 3, do Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais:
Onde se lê: “Documento comprobatório da realização de pelo menos 03 (três) edições consecutivas do projeto”
Leia-se: “Documento comprobatório da realização de pelo menos 05 (cinco) edições consecutivas do projeto”
Acesse aqui o edital, com todas as correções
Acesse aqui a página do edital, na qual estão as fichas de inscrição – na coluna “Arquivos relacionados”
Atenção: esta correção não afeta as alterações produzidas pela Errata 2, publicada no dia 17 de julho, reproduzida abaixo:
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ERRATA 2 [17 de julho de 2013 - terça feira]
O texto deste edital, publicado na segunda-feira, dia 15 de julho, apresenta erro, no seu preâmbulo, quando trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias, e no item 4.1, subitem b – que trata de pré-requisito de participação de pessoa jurídica de direito privado, a saber:
Onde se lê:
“(…) art. 20º, inciso XIII da Lei nº 12.465/2011 – LDO/2012 (…)”,
Leia-se:
“(…) art. 18º, inciso XIII e parágrafo 5º da Lei nº 12.708/2012 – LDO/2013 (…)”
Onde se lê:
“b) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza cultural, com pelo menos 5 (cinco) anos de atividades referentes à matéria objeto da parceria e 3 (três) anos de realização consecutiva do objeto conveniado.”,
Leia-se:
“b) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza cultural, que comprovem o exercício, nos últimos 3 (três) anos, de atividades referentes à matéria objeto da parceria. (parágrafo 6º, do art. 8º, da Portaria Interministerial MPOG/SRH e MPOG/SOF nº507 de 24/11/2011)
PARÁGRAFO ÚNICO: Apenas no caso de proponente pessoa jurídica de direito privado, exige-se ainda a comprovação de que o objeto a ser conveniado – encontro, seminário, mostra, feira ou festival – tenha, no mínimo, 5 (cinco) anos de realização ininterrupta, independentemente de quem tenha realizado as edições anteriores. (parágrafo 5º, art. 18º da Lei 12.708/2012 – LDO 2013)”
O texto desta Errata 2 altera o conteúdo da Errata anterior, publicada no dia 16 de julho, terça-feira – tornada sem efeito e já removida.
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Até o dia 30 de julho, pessoas jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, privadas ou públicas, podem se inscrever gratuitamente no Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais. Os contemplados receberão recursos de R$ 100 mil a R$ 200 mil para realizar projetos para eventos, em todo o território nacional, nas áreas de circo, dança, teatro e música. A portaria de chamamento público para o edital foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 15 de julho, segunda-feira.
Podem participar da seleção entes federados, municipais e estaduais, e instituições privadas, sem fins lucrativos, de todo o Brasil, desde que satisfaçam os pré-requisitos estabelecidos no edital.
Estão previstos no programa recursos para 44 ações, a serem realizadas entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Serão contempladas 24 propostas para as linguagens de dança e teatro, com um total de R$ 4 milhões em prêmios direcionados a esses segmentos. Já na área de música, 20 projetos serão vencedores, com premiação total de R$ 3 milhões. Esta verba é originária do Fundo Nacional de Cultura – Ministério da Cultura. Serão ainda empregados mais R$ 350 mil, do orçamento da Funarte para as despesas administrativas – conforme detalhado no edital.
O processo seletivo consiste em duas etapas: Habilitação – uma triagem eliminatória, para verificar se os proponentes cumprem as exigências previstas no edital – e Avaliação, a ser realizada por comissões de especialistas nas diversas áreas. Para mais informações sobre as etapas do processo seletivo, sobre as comissões de habilitação e seleção, bem como sobre os Critérios de Avaliação, consulte o edital.
Atenção
Conforme determinado no edital, os selecionados deverão estar cadastrados no Portal de Convênios – SICONV do Governo Federal – www.convenios.gov.br. Eles terão até dez dias úteis, contados da data de publicação do resultado final, para realizar o cadastro do plano de trabalho do projeto. Caso não o façam, serão desclassificados. Para mais detalhes, verifique o texto do edital.
Acesse os documentos relacionados ao Edital Funarte para Realização de Encontros, Seminários, Mostras, Feiras e Festivais, na página do edital
domingo, 28 de julho de 2013
Procultura – Incentivos Para FNC e Ficart
O Projeto de Lei que institui o Procultura pretende trazer mudanças significativas ao cenário do incentivo à cultura no Brasil. Tendo em vista tirar o Mecenato do papel de protagonista da história, o substitutivo do deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE) – protocolado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados no dia 15 de maio de 2013 – propõe colocar em cena os outros dois mecanismos previstos na Lei Rouanet: o Fundo Nacional de Cultura e os Ficart (Fundos de Investimento Cultural e Artístico). O primeiro mal passou de figurante. O último nunca saiu do caderno do roteiro.
O FNC foi criado na Lei Rouanet com o objetivo de estimular a distribuição regional dos recursos a serem aplicados na execução de projetos culturais artísticos, a produção regional e artistas e produtores que não encontram amparo no mercado. Os Ficart foram idealizados para solucionar questões de infra-estrutura da indústria cultural, como construção de estúdios, de casas de espetáculos, importação de equipamentos, e serem utilizados em eventos de grande porte, como musicais, turnês de artistas internacionais e festivais – ações que acabaram, com o tempo, se acomodando no Mecenato.
O FNC recebe recursos de instituições públicas e privadas e os repassa aos projetos, por meio de editais. Os Ficart seriam formados por recursos do mercado financeiro e o valor das cotas não poderia ser deduzido do Imposto de Renda.
De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária para 2013, o Fundo Nacional da Cultura terá neste ano R$ 370 milhões – os recursos destinados ao Mecenato somam R$ 1,7 bilhão.
O PL que cria o Procultura propõe que a taxa de renúncia fiscal para pessoa jurídica passe dos atuais 4% do imposto devido para até 6%. O primeiro 1% (que representa 20% da renúncia total) iria para o FNC. E como um atrativo para os patrocinadores doarem recursos próprios para o fundo, se fizerem doações de recursos próprios para o fundo, poderão alcançar 6% de renúncia. “É um mecanismo que associa incentivos às empresas doarem recursos próprios ao Fundo com transferências voluntárias. Quem não quiser, continua a utilizar os 4% como é hoje, mas quem quiser ter mais renúncia terá que colocar recursos próprios no Fundo e compartilhar parte da renúncia com o Fundo. Crescem assim tanto o FNC quanto o Mecenato. É mais recurso para a cultura”, afirmou o deputado Pedro Eugênio em entrevista a este Cultura e Mercado em abril de 2012.
Os recursos do FNC serão aplicados em três modalidades: não-reembolsável, para apoio a projetos culturais, transferências para fundos de cultura dos Estados, Distrito Federal e Municípios e equalização de encargos financeiros e constituição de fundos de aval nas operações de crédito; reembolsável, destinada ao estímulo da atividades produtivas das empresas de natureza cultural e pessoas físicas, mediante concessão de empréstimos, limitados a 10% dos recursos do fundo; investimento, por meio de associações a empresas e projetos culturais e da aquisição de cotas de fundos privados, com participação econômica nos resultados.
Os critérios de aplicação dos recursos do Fundo prevêem no mínimo 10% em cada região do país, sendo que cada Estado e o Distrito Federal deverão receber, no mínimo, o mesmo percentual de sua população em relação à população brasileira, limitado a 2%.
De acordo com o substitutivo, no mínimo 30% de recursos do FNC deverão ser destinados, por meio de transferência direta, a fundos públicos de Municípios, Estados e do Distrito Federal. Do montante geral destinado aos Estados, 50% será repassado aos seus Municípios, por meio de transferência direta aos fundos municipais de cultura, num prazo máximo de 180 dias. Para isso é necessário que existam os fundos de cultura aptos a efetuar a transferência, plano de cultura em vigor e órgão colegiado oficialmente instituído.
“É importante aumentar o fluxo de recursos privados para a cultura tanto quanto é fundamental aumentar a participação da pasta nos orçamentos públicos de todas as instâncias – municipal, estadual e federal”, acredita Gui Afif, sócio da empresa de consultoria e gestão de patrocínios Guaimbé Bureau de Cultura. Para descentralizar e democratizar o investimento cultural, não apenas a produção e o acesso, ele defende a extensão às empresas que trabalham em regime de lucro presumido. “Desta forma seria possível a criação de fundos municipais que reunissem recursos do comércio, indústria e serviços locais de diversas regiões do Brasil, apoiando pequenos projetos de maneira homogênea e democrática”, afirma.
Com relação aos Ficart, a Lei Rouanet não traz nenhum incentivo fiscal. Já o novo projeto permite que as pessoas físicas e pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deduzam do imposto de renda devido até 100% do valor despendido para aquisição de cotas dos Ficart, nos anos-calendário de 2013 a 2017. “Essa é a mudança mais importante”, diz o deputado Pedro Eugênio.
Para o advogado Fábio de Sá Cesnik, sócio do escritório Cesnik, Quintino & Salinas, especializado na área cultural, criar um incentivo para uma indústria que precisa se desenvolver parece uma medida saudável, se bem direcionada. “Se ele for realmente direcionado nos eixos que devem ser estimulados, ao desenvolvimento da indústria do entretenimento ao vivo, por exemplo, pode ser uma propulsão diferente e interessante”. No entanto, 100% de benefício voltado a fundos de investimento, segundo ele, parece um retrocesso. “Acho bacana que a gente consiga criar um incentivo para tirar o Ficart da inércia, mas não faz muito sentido pensar em dar 100% de benefício para operações comerciais. É um desvirtuamento”, afirma.
Afif acredita que os fundos setoriais são um dos pilares da atuação do Estado no financiamento à cultura e devem continuar sendo sempre incentivados. Mas tem dúvidas sobre a eficácia da ação do Estado na atração do capital privado no “atacado”.
Para ele, com a globalização da produção cultural, o financiamento ao setor orientado para resultados e com uma visão de mercado é o futuro. E em algum momento todos os setores da economia criativa se beneficiarão, desde os mais vendáveis e lucrativos até os mais fechados. “Para estes últimos, os mecanismos governamentais funcionarão mais eficientemente, pois terão menos concorrência com os projetos comerciais – que hoje também têm dificuldade de se financiar, por isso recorrem aos incentivos. Neste cenário futuro, a importância do papel do FNC e dos Ficarts aumenta, pois o governo poderá atuar utilizando os resultados de iniciativas comerciais rentáveis financiadas por ele para incentivar iniciativas prioritárias para suas políticas.”
O FNC foi criado na Lei Rouanet com o objetivo de estimular a distribuição regional dos recursos a serem aplicados na execução de projetos culturais artísticos, a produção regional e artistas e produtores que não encontram amparo no mercado. Os Ficart foram idealizados para solucionar questões de infra-estrutura da indústria cultural, como construção de estúdios, de casas de espetáculos, importação de equipamentos, e serem utilizados em eventos de grande porte, como musicais, turnês de artistas internacionais e festivais – ações que acabaram, com o tempo, se acomodando no Mecenato.
O FNC recebe recursos de instituições públicas e privadas e os repassa aos projetos, por meio de editais. Os Ficart seriam formados por recursos do mercado financeiro e o valor das cotas não poderia ser deduzido do Imposto de Renda.
De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária para 2013, o Fundo Nacional da Cultura terá neste ano R$ 370 milhões – os recursos destinados ao Mecenato somam R$ 1,7 bilhão.
O PL que cria o Procultura propõe que a taxa de renúncia fiscal para pessoa jurídica passe dos atuais 4% do imposto devido para até 6%. O primeiro 1% (que representa 20% da renúncia total) iria para o FNC. E como um atrativo para os patrocinadores doarem recursos próprios para o fundo, se fizerem doações de recursos próprios para o fundo, poderão alcançar 6% de renúncia. “É um mecanismo que associa incentivos às empresas doarem recursos próprios ao Fundo com transferências voluntárias. Quem não quiser, continua a utilizar os 4% como é hoje, mas quem quiser ter mais renúncia terá que colocar recursos próprios no Fundo e compartilhar parte da renúncia com o Fundo. Crescem assim tanto o FNC quanto o Mecenato. É mais recurso para a cultura”, afirmou o deputado Pedro Eugênio em entrevista a este Cultura e Mercado em abril de 2012.
Os recursos do FNC serão aplicados em três modalidades: não-reembolsável, para apoio a projetos culturais, transferências para fundos de cultura dos Estados, Distrito Federal e Municípios e equalização de encargos financeiros e constituição de fundos de aval nas operações de crédito; reembolsável, destinada ao estímulo da atividades produtivas das empresas de natureza cultural e pessoas físicas, mediante concessão de empréstimos, limitados a 10% dos recursos do fundo; investimento, por meio de associações a empresas e projetos culturais e da aquisição de cotas de fundos privados, com participação econômica nos resultados.
Os critérios de aplicação dos recursos do Fundo prevêem no mínimo 10% em cada região do país, sendo que cada Estado e o Distrito Federal deverão receber, no mínimo, o mesmo percentual de sua população em relação à população brasileira, limitado a 2%.
De acordo com o substitutivo, no mínimo 30% de recursos do FNC deverão ser destinados, por meio de transferência direta, a fundos públicos de Municípios, Estados e do Distrito Federal. Do montante geral destinado aos Estados, 50% será repassado aos seus Municípios, por meio de transferência direta aos fundos municipais de cultura, num prazo máximo de 180 dias. Para isso é necessário que existam os fundos de cultura aptos a efetuar a transferência, plano de cultura em vigor e órgão colegiado oficialmente instituído.
“É importante aumentar o fluxo de recursos privados para a cultura tanto quanto é fundamental aumentar a participação da pasta nos orçamentos públicos de todas as instâncias – municipal, estadual e federal”, acredita Gui Afif, sócio da empresa de consultoria e gestão de patrocínios Guaimbé Bureau de Cultura. Para descentralizar e democratizar o investimento cultural, não apenas a produção e o acesso, ele defende a extensão às empresas que trabalham em regime de lucro presumido. “Desta forma seria possível a criação de fundos municipais que reunissem recursos do comércio, indústria e serviços locais de diversas regiões do Brasil, apoiando pequenos projetos de maneira homogênea e democrática”, afirma.
Com relação aos Ficart, a Lei Rouanet não traz nenhum incentivo fiscal. Já o novo projeto permite que as pessoas físicas e pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deduzam do imposto de renda devido até 100% do valor despendido para aquisição de cotas dos Ficart, nos anos-calendário de 2013 a 2017. “Essa é a mudança mais importante”, diz o deputado Pedro Eugênio.
Para o advogado Fábio de Sá Cesnik, sócio do escritório Cesnik, Quintino & Salinas, especializado na área cultural, criar um incentivo para uma indústria que precisa se desenvolver parece uma medida saudável, se bem direcionada. “Se ele for realmente direcionado nos eixos que devem ser estimulados, ao desenvolvimento da indústria do entretenimento ao vivo, por exemplo, pode ser uma propulsão diferente e interessante”. No entanto, 100% de benefício voltado a fundos de investimento, segundo ele, parece um retrocesso. “Acho bacana que a gente consiga criar um incentivo para tirar o Ficart da inércia, mas não faz muito sentido pensar em dar 100% de benefício para operações comerciais. É um desvirtuamento”, afirma.
Afif acredita que os fundos setoriais são um dos pilares da atuação do Estado no financiamento à cultura e devem continuar sendo sempre incentivados. Mas tem dúvidas sobre a eficácia da ação do Estado na atração do capital privado no “atacado”.
Para ele, com a globalização da produção cultural, o financiamento ao setor orientado para resultados e com uma visão de mercado é o futuro. E em algum momento todos os setores da economia criativa se beneficiarão, desde os mais vendáveis e lucrativos até os mais fechados. “Para estes últimos, os mecanismos governamentais funcionarão mais eficientemente, pois terão menos concorrência com os projetos comerciais – que hoje também têm dificuldade de se financiar, por isso recorrem aos incentivos. Neste cenário futuro, a importância do papel do FNC e dos Ficarts aumenta, pois o governo poderá atuar utilizando os resultados de iniciativas comerciais rentáveis financiadas por ele para incentivar iniciativas prioritárias para suas políticas.”
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